Ciúmes. Apimenta? Atrapalha? Afinal, pra quê serve?
Como sou a taurina da relação, a suposta possessiva, egoísta e ciumenta, sou eu quem vai dar a tapa à cara e falar sobre o tal do ciúmes. Aquele sentimento estranho que nos corrói por dentro e nos deixa com aquela sensação de que o ser amado está se “esvaindo” por entre os dedos.

Bento e Capitu. Dom Casmurro é um exemplo clássico de ciúmes exacerbado.
O que geralmente desencaneia o ciúmes é uma ação alheia. Um sorriso, um toque, e hoje em dia, até mesmo um tweet ou scrap no orkut. As mínimas coisas tornam-se maremotos na cabeça de um enciumado.
E é lógico que o objeto do romance, ou seja, o outro da relação não escapa ileso. Suas ações, principalmente, acabam sendo o estopim do ciúmes, seja ele declarado ou contido e eu não sei dizer qual dos dois acaba sendo pior… De qualquer forma, há o sofrimento, seja de um, ou dos dois lados da relação.
Daí a relação mais imediatista que é feita: sem confiança, nasce o ciúmes. Certo, mas há sempre exceções. Às vezes, mesmo em uma relação onde habita a confiança, existe o ciúmes. Qual a razão? Excesso de amor é a justificativa mais plausível que encontro até então.
O “amar demais” está diretamente relacionado à possessão, ao medo de perder o ser amado. E ao menor sinal de perigo, o instinto nos faz tomar atitudes impensadas, inconsequentes. Um comentário irônico, uma pergunta mais inquisitória… Pequenos gestos que desgastam o relacionamento. Só não digo que “sem necessidade”, porque acho o ciúmes válido. Contraditório, não? Para quem só soube falar mal até agora…
Eu, particularmente, sou do time que acha que um pouquinho de ciúmes é necessário. Mas um ciúmes do bem, aquela atitude carinhosa de quem mostra que se importa, sem cobrar, de maneira descontraída, apenas querendo o bem e valorizando, sem desconfiar, porque em resumo, é assim mesmo – e aí, acabo por me repetir -, sem confiança não há amor.